quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PEÇA: FESTEJANDO O NATAL DE JESUS.

Autor: Arith Drummond Borges

(Ouve-se ao longe um grupo de crianças cantando:)

Viva o Natal! Viva o Natal! De Jesus, o bom Senhor, Que veio a este mundo, Ser o nosso Salvador. Viva o Natal de Jesus! Viva o Natal de
Jesus!

(Musica do hino 30 do Cantor Cristão)

MARIO (sentado, lendo, ergue a cabeça e fala:) — Que ouço? Um canto angelical saudando o Natal de Jesus! Ah! Como sou feliz! No meu lar nunca se falou no Natal, ouço as crianças dizerem, no Colégio, que os seus pais fazem festa, que elas visitam os orfanatos, os asilos, que levam presentes... Como gostaria de fazer parte de um grupo de crianças que fazem todas essas coisas...

(Passa um grupo de crianças cantando: "Viva o Natal", etc.

Mario, parado, contempla aquele grupo, depois retrocede, chorando) — Ah! Quanto desejo tenho de fazer parte desse grupo de crianças, mas... sei que não me e possível...
(o grupo se aproxima de Mario e Roberto fala).

ROBERTO — Olá! Mario, que faz por aqui? Você hoje também não vai a aula? Nos não vamos porque temos que preparar os festejos do Natal. Queremos que ele seja bem alegre este ano!

SILVIO (dirigindo-se a Roberto) — Vamos deixar de muita conversa, "senhor" Roberto, daqui a pouco o Mario começa a dizer a toda gente o que pretendemos fazer!

ALVARO — Oh! Silvio deixe de ser tão indelicado, você não deve dizer isto do Mario!

ROBERTO (falando com severidade) — Silvio, Mario e muito meu amigo e, mesmo que o hão fosse, eu o trataria como estou tratando. Você esta esquecido do que aprendemos ha poucos domingos na Escola Bíblica Dominical? Vou repetir alguns versos, e você se recordará: "Amaras o teu próximo como a ti mesmo." "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei." "Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos maltratam."

ALVARO (interrompendo) — Imagine ainda mais que nos estamos preparando para celebrai' o aniversário daquele que nos mandou fazer todas estas coisas! Nem sei como você pode esquecer tão belas lições, Silvio!

MARIO (falando com ternura) — Não importa; sei que o Silvio fez isto impensadamente; ele tem bom coração!

SILVIO (abraçando Mario) — E verdade, Mario, você, sempre bondoso; -apesar de não ter as oportunidades que temos, demonstra boa educação e bons sentimentos!

ROBERTO (dirigindo-se a Mario) — Eu o vi aqui sozinho, Mario, e vim convida-lo para ir conosco ate lá em casa, ajudar-nos a preparar a árvore de Natal.

MARIO — Ah! Roberto, é muita honra para mim, eu sou tão pobre e quase nada sei a respeito dos festejos de Natal, nem mesmo sei direito a historia do Natal! Sempre tive desejo de saber, mas nunca achei quem me pudesse contar...

ALVARO (aproximando-se de Roberto) — Desculpem-me interrompê-los, Roberto, mas vou pedir-lhes licença para eu e o Silvio nos retirarmos. Vamos levar algumas coisas para casa, enquanto você conversa com o Mario, esta bem?

ROBERTO — Está bem, Álvaro, vocês vão na frente, daqui a pouco eu irei com o Mario.

SILVIO (aproxima-se de Mario e bate-lhe levemente nas costas) — Mario, desculpe a minha indelicadeza, aprendi uma boa lição!

MARIO — Nada há a desculpar, Silvio, tudo já passou, somos agora bons amigos!

SILVIO — Muito agradecido, Mario.

ALVARO E SILVIO (dirigindo-se para os dois companheiros) — Então, até já. (Saem cantando:) Viva o Natal!

ROBERTO (virando-se para Mario) — É verdade, Mario, o que você disse ha pouco? Nunca ouviu contar a bela historia do Natal?

MARIO (com voz de choro) — Não, os meus pais não creem em Deus e, todas as vezes que lhes faço alguma pergunta sobre o Natal de Jesus, só falta eles me baterem; dizem uma porção de palavras feias e me prometem pancada se souberem que eu pedi a alguém para contar-me alguma coisa a respeito de Jesus.

ROBERTO — Pois bem, Mario, vou contar-lhe, em poucas palavras, a encantadora historia de Jesus. Há muitos e muitos séculos passados, depois que Adão e Eva pecaram e foram expulsos do Jardim do Éden,
Deus prometeu mandar alguém para levantar o homem daquela queda. Depois disso, muitos homens, chamados profetas, profetizaram a vinda de Jesus. Um deles foi o grande profeta Isaias. Vou repetir algumas das suas palavras: "Porque um menino nos nasceu e um filho se nos deu; e o principado esta sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz!"

MARIO (interrompendo) — Quantos nomes, e cada qual mais lindo do que o outro! Que coisa interessante!

ROBERTO — Ele ainda tem outros nomes tantos, mas isto depois você aprendera. Vou continuar a historia porque temos que trabalhar muito ainda hoje. Para encurtar: muito tempo se passou depois daquelas profecias. E lá, num belo dia, na humilde manjedoura de Belém, entre as palhas frias, veio a Criança Salvadora da humanidade. Era noite. Toda a cidade de Belém estava em completo silencio! Os pastores nos campos dormitavam, enquanto guardavam os seus rebanhos. De súbito foram despertados por uma forte luz e por um cântico celestial entoado pelos anjos: "Gloria a Deus nas alturas, paz na terra e boa vontade para com os homens." Os pastores ficaram mui atemorizados com aquela linda visão. Então o anjo do Senhor chegou perto deles e disse: "Não precisam ter medo; porque eu venho trazer-lhes uma nova que igual jamais vocês ouviram. Hoje na pequena cidade de Belém nasceu Jesus Cristo, o Salvador da humanidade." Então o anjo ensinou-lhes como irem a Belém. Os pastores, pressurosos, partiram em direção ao lugar indicado pelo anjo e, lá" chegando, viram que realmente Jesus houvera nascido. Quanta alegria sentiram nos seus corações quando ajoelharam-se aos pés de Jesus para adora-lo! Voltaram então para o campo cheios de esperança porque o Salvador já havia nascido.

MARIO — Mas Jesus foi Salvador só do povo daquele tempo, Roberto?

ROBERTO — Não, Mario, ouça este verso das Sagradas Escrituras: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"! Todos nos estamos incluídos na palavra "Mundo". Jesus morreu para salvar "todo aquele que nele crê", portanto, todos os que creem em Jesus serão salvos.

MARIO — Ora, veja, como é que os meus pais nada falam desse Jesus?...

ROBERTO — E a historia dele não parou por aqui, Mario. Jesus cresceu, foi batizado no rio Jordão com 30 anos de idade; três anos ele andou pela Palestina, fazendo o bem: pregando, curando os enfermos do corpo e do espírito, ressuscitando os mortos, ensinando, etc. Depois foi traído por Judas e crucificado pelos seus inimigos. La sobre a cruz, Jesus levou todos os nossos pecados. Quem deveria sofrer na cruz éramos nos, mas Jesus tomou sobre si todas as nossas culpas e hoje, para salvar-nos, basta apenas aceitá-lo como nosso Salvador.

MARIO — Você já o aceitou, Roberto?

ROBERTO — Sim, Mario, já! Ha dois anos que conheci esta bela historia. Amei muito a este meu Salvador e, cada vez que conto a sua historia, amo-o ainda mais! Todos nós devemos amá-lo de todo o nosso coração.

MARIO — Mas, Roberto, fico pensando, se eu amar este Salvador, os meus pais me abandonarão...

ROBERTO — Oh! Mario! Jesus disse que se alguém amar o pai ou a mãe mais do que a ele não é digno dele. Quem sabe se você, seguindo a Jesus, não poderá levar os seus pais a ama-lo também?

MARIO — É verdade, Roberto, quem sabe se eu, aceitando este Jesus, poderei tornar o meu lar feliz?

ROBERTO — Mario, foi assim que o meu lar se tornou feliz. Eu conheci Jesus e levei meus pais a conhecê-lo também. Vou dizer-lhe uma coisa: Amanha você celebrara o Natal comigo, mas tenho a certeza de que para o ano, o Natal que vêm, você o celebrara em sua própria casa. Vamos trabalhar para levar os seus queridos pais a conhecerem Jesus e a aceitá-lo como Salvador !

MARIO — Que doce esperança, Roberto! Bendito Natal de Jesus! Só assim eu o pude conhecer e receber inspiração e coragem para fazer outros conhecê-lo também!


ROBERTO — Bem, Mario, agora, mãos a obra! Sempre confiantes em Jesus, venceremos todas as dificuldades e conseguiremos vitorias que aos nossos olhos parecem inatingíveis! Vamos sair depressa porque Silvio e Álvaro já devem estar cansados de nos esperar!

Fonte: Livro Florilégio Cristão.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

II Ação Social: Amor em ação.

Toda honra e glória ao Senhor dos senhores! Ao todo poderoso Deus, que nos permitiu a realização de mais um projeto. Obrigado Pai, por tua misericórdia! 
Obrigado ao nosso dirigente Irmão Júnior (AD - Congregação Ágape) ao Pastor presidente da AD em Matinha (Pr Valdinan) e ao Dirigente da congregação em Campo Novo irmão "Belá" por acolher o grupo de irmãos.
Obrigado a todos os irmãos e amigos que doaram um pouco de seu tempo nesta obra. Que o Senhor os abençoe grandemente!
Obrigado àqueles que de bom grado contribuíram com suas doações.  O Senhor os abençoe!


























sábado, 28 de março de 2015

Isaías 53

1 Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR?
2 Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
3 Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.
7 Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
8 Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.
9 E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão.
11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.
12 Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

GPCD 19 Anos de Vitórias!!!


Agradecemos a Deus, nosso sustento, por nos conduzir a cada dia e por nos escolher para esta obra. Obrigado a todos os que fizeram e fazem parte desta história, que o Senhor os recompense a cada dia.
Foram muitas as lutas durante estes anos, no entanto, maiores foram as vitórias alcançadas... valeu cada lagrima derramada, cada esforço para realização dos trabalhos, cada renuncia, e cada momento que passamos juntos... Só nos resta a lembrança e a certeza de que fizemos uma grande obra. Um feliz Natal a todos!!!













quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Nasce uma Esperança - Musical de Natal

Prelúdio:
“Para Jesus ser enviado como o Messias prometido, era necessário o mundo estar em condições de recebê-lo, isto é, ter chegado a plenitude dos tempos, como afirma Paulo em Gl 4.4. O mundo pagão atravessava o estado mais deprimente que a sua moral já havia atingido. Estava mergulhado na mais profunda vileza. A imoralidade, a prostituição e toda a sorte de luxúria havia chegado ao seu limite, atingindo todos os setores da vida social e religiosa da época. A lei era a força: o mais forte prevalecia sobre o mais fraco. Os povos e as raças se desentendiam e as guerras consecutivas eram o resultado de uma vida desregrada, que produzia a violência.
O mundo em geral, mesmo nas condições de vida no pecado em que vivia, anelava por uma revelação verdadeira, cuja luz viesse iluminar as trevas do pecado. Os próprios judeus, em sua maioria, viviam misturados com os gentios, mas aguardavam ansiosos a redenção, principalmente a libertação do jugo estrangeiro.”

Musica: Natal – Grupo Voices.

Narrador 2: A terra estava angustiada e sombria. Deus havia planejado um tempo em que uma luz de alegria e paz viria para brilhar no meio das trevas.

Narrador 1: O povo que andava na escuridão viu uma forte luz; a luz brilhou sobre os que viviam nas trevas.

Coreografia do hino: Sem Limites – Aline Barros.
Narrador 1: Tudo começou antes que o mundo existisse, quando Deus decidiu vir à Terra em forma humana e escolheu o modo natural, ou seja, através de um bebê.

Entra Maria. Após, entra um anjo.
Narrador 2: Deus escolheu uma virgem da cidade de Nazaré chamada Maria. E enviou um anjo que disse a ela: “Alegre-se Maria! O Senhor esta com você! Ela ficou admirada pensando no que o anjo queria dizer. Então ele continuou: “Não tenha medo, o Espírito Santo virá sobre você, ficará grávida e dará luz a um Filho que se chamará Jesus. Ele vai ser um grande homem e será o Filho do Deus Altíssimo”.

Hino: Maria – Fernanda Brum – CD Celebrando o natal.

Narrador 1: Algum tempo depois, José, ao ficar sabendo que Maria estava grávida, decidiu-se separar dela em segredo. Era um homem justo e não queria que sua prometida sofresse a vergonha pública de ser abandonada. Mas, naquela mesma noite, um anjo apareceu em sonho.

Entra José e logo após o anjo.

Narrador 2: O anjo então falou: - José, filho de Davi. Não tenha medo de casar com Maria e levá-la para sua casa, pois o filho que ela leva em seu ventre foi concebido pelo Espírito Santo. Ela dará a luz um menino aquém vocês chamarão de Jesus.

José levanta-se e sai pela porta lateral.

Narrador 1: E José despertando do sono, fez como o anjo do Senhor havia ordenado.

Narrador 2: Quando chegou a época de Maria dar à luz, ela e José tiveram que fazer uma viagem a Belém devido o recenseamento.

Entram José e Maria pela porta da frente.

Narrador 2: Quando chegaram, não encontraram nenhum lugar para se hospedar. Se refugiaram, então, em um estábulo. E ali nasceu Jesus. Maria o envolveu em panos e o deitou em uma manjedoura.

Música: Cristo nasceu em Belém – CD – Celebrando o Natal.

Narrador 1: Perto dali, alguns pastores dormiam enquanto outros protegiam suas ovelhas. Naquela noite, o anjo do Senhor se apresentou a eles e a glória de Deus os iluminou.

Narrador 2: Não tenham medo! Eu trago uma boa nova, uma alegria para todo o povo, porque hoje nasceu o Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, na cidade do rei Davi.
Estes são os sinais: vocês o encontrarão envolto em panos e deitado numa manjedoura.

À medida que os narradores contam os fatos, a cena vai se desenrolando em outro plano.

Narrador 1: Nesse momento, apareceu uma multidão dos exércitos celestiais que louvavam a Deus.

Narradores 1 e 2: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!

Narrador 1: Os pastores correram para a cidade de Davi e ali encontraram, em um estábulo, Maria, José e o Menino que dormia na manjedoura.

Inicia a música: Noite de Paz – Grupo Voices – entram os pastores pela porta da frente.

Narrador 2: Pouco depois do nascimento do Filho de Deus, alguns sábios do oriente viram no céu uma estrela que indicava a boa nova! Eles seguiram, então, para Jerusalém, com a intenção de encontrar Jesus, adorá-lo e render-lhe homenagem.

Inicia a música: Daí Louvores ao Rei – CD – Celebrando o Natal - Entram primeiro José e Maria, em seguida, entram os magos seguindo a estrela.

Narrador 1: O amor de Deus por nós foi revelado através do natal.
Jesus, o seu único e amado Filho foi nosso presente de amor.
De forma misteriosa e simples; miraculosa e divina, Deus demonstrou o seu amor através de um bebezinho que teve como primeiro berço uma humilde manjedoura.
Esta pequena criança iria mudar o mundo pra sempre.
Este bebê marcaria o tempo. Reis se curvariam aos seus pés. Alcançaria o pior pecador e salvaria a todo aquele que nele cresse.
A Grande promessa de Deus havia se cumprido...
... E o seu nome será: Maravilhoso, conselheiro, Deus forte, pai da eternidade e Príncipe da paz.

Música: Príncipe da Paz – Diante do Trono.

 Fonte: Bíblia Sagrada; Cantata de Natal - Alegria;  A vida terrena de Jesus - Armando Chaves Cohen - CPAD. 



A Testemunha - Peça Natal




"... Porque não havia lugar para eles na estalagem."

PERSONAGENS
JULIANA, a mãe

AUGUSTO, o pai

JASMIM, filha
KAMAL, filho

José, Maria e 3 pastores, apenas comporão um quadro, e não terão diálogo.

CENÁRIO - Uma casa pobre e rústica.

ACESSÓRIOS - Moedas e um jarro rústico.

INDUMENTÁRIAS - Túnicas compridas e mantos bem arranjados nos ombros dos homens e das mulheres. Variar os tons das cores. Todos usarão sandálias rústicas ou estarão descalços.
ILUMINAÇÃO - Além do sugerido, o grupo criará a seu modo, com bom gosto. 


Cena I
(ao acender as luzes, aparece Augusto e Juliana em um lugar mais elevado. Pode ser no púlpito)
Augusto, mal humorado – Apressa-te, mulher! Leva logo a bebida que os homens estão esperando.

Juliana, amedrontada – Não me demoro. Estou esperando que o carneiro esteja cozido.

Augusto, autoritário – Nada de esperas! Vamos de uma vez! Na adega está o vinho para levar-lhe. Você não passa de uma preguiçosa.

Juliana – Está bem, está bem... Mas sabes que não gosto de servir bebidas àqueles homens. Parecem salteadores...

Augusto – Mas precisamos de dinheiro e eles, mesmo que sejam salteadores, nos darão dinheiro, e isso é o que importa. Além do mais, você mesma deve servi-los, pois Kamal, nosso filho, está nos campos cuidando das ovelhas. (Juliana sai e Augusto fica contando suas moedas)

Augusto – Mulher estúpida! Como pensa ela que poderemos viver se nos faltar o dinheiro? (divaga) É mesmo preciso ter muitas moedas, milhares de valiosas moedas! Ainda serei o homem mais rico das redondezas. Em Belém hão de ouvir o meu nome! Ainda deixarei esta hospedaria, que não passa de uma espelunca, por um negócio mais próspero e lucrativo.

(entra Jasmim com um pote)

Jasmim – Sua benção, meu pai.

Augusto, aborrecido – Por onde andou, menina?

Jasmim – Fui até o poço, buscar água.
Augusto – Espero que seja mesmo verdade o que diz. Não gostaria de precisar espancá-la novamente.

Jasmim, amedrontada – Mas por quê?

Augusto, ameaçador – Ainda perguntas por quê? Pois bem, eu direi o motivo: um dos homens que traz a lenha para a estalagem disse ter visto a ti e Kamal em companhia de parentes de Isabel, essa mulher que alega ser temente a Deus. já disse muitas vezes para não se juntarem a esses que esperam as coisas caírem do céu. Céu é ter dinheiro, e para isso é que preciso trabalhar, ouviu bem?

Jasmim – Não fale assim, meu pai. Devemos respeitar a Deus, que é o Senhor do universo.

Augusto – Cale a boca, pequena. Mulheres foram feitas para permanecerem caladas, bem quietinhas, ouviu? (levanta a mão para Jasmim, mas a entrada de Juliana o interrompe.)

Juliana – O que é isso, Augusto? Por favor, não bata na menina outra vez! (muda a conversa, para aliviar a tensão). Olha, está aí um casal procurando hospedagem.

Augusto – Quanto poderão pagar?

Juliana, gaguejando – Na... na... não sei. Penso que são muito pobres, e...

Augusto, interrompendo – Pois que vão buscar outro lugar. Não quero saber de pobres que não têm como pagar.

Juliana – Mas meu marido, a mulher está quase a dar à luz um criança!
Augusto – Pois que morram! Você ainda quer arranjar-me problemas, mulher? Onde já se viu termos aqui uma criança a choramingar?

Jasmim, corajosa – Mas temos uma vaga nos aposentos ao lado, pai.

Augusto – Cala a boca! Vá, mulher, e diga que não temos lugar.

Juliana – Mas para onde irão, se após o decreto de César Augusto para que venham os alistar-se, a cidade está superlota?

Jasmim – Não encontrariam hospedagem em nenhum outro lugar. Kamal, meu irmão, disse que muitos dormem pelas estradas.

Augusto – Sabem de uma coisa? Eu estou farto de vocês com suas constantes lamúrias. Não quero que esses pobretões fiquem e é só! Vamos, Juliana diga-lhes que se retirem imediatamente! (grita) – Vamos, eu já disse! (Juliana sai apressadamente e em seguida Jasmim, após o olhar de ódio do pai.) Apagam-se as luzes.
Ao aceder as luzes, entram José e Maria. Ele se dirige a uma hospedaria. Música


Cena II

Kamal entra pela porta da rua

Kamal, gritando – Pai, Jasmim, minha mãe! Onde estão todos?
(sob luz fraca aparecem os familiares)

Augusto – Mas que gritaria louca é esta, Kamal? Não pode falar mais baixo?

Kamal, ofegante – Acendam as luzes! Tenho uma notícia maravilhosa!

Juliana, tocando o braço do filho – Kamal, meu filho, não consegui dormir durante a noite preocupada com você. Por que demorou tanto?

Kamal, sacudindo energicamente, mas com carinho a mãe, a abraça e, em seguida, aperta-a de encontro ao peito – Minha mãe, oh! Minha querida mãe! Não imagina o que tenho a dizer-lhe!

Jasmim, sorrindo – Pois fale logo meu irmão! Não nos deixe tanto tempo na expectativa!

Augusto, mal humorado – Imagino que se deve tratar de mais uma de suas bobagens.

Kamal, andando de um lado para o outro, demonstrando grande euforia – Meu Deus, eu nem mesmo sei como começar! É verdade: as palavras são tão pequenas para traduzir o fato inesperado e esplêndido que se passou comigo! Que indizível felicidade! (olha para Jasmim) Sim, minha querida, vou narrar o que houve. (respira fundo) Durante a noite, eu apascentava as ovelhas como de costume, com Zacarias e Elifaz, quando... (emudece de emoção)

Juliana, tocando o roso do filho – Vamos, filho, conte-nos!

Kamal – Apareceu-nos um anjo do Senhor!

Juliana e Jasmim – Um anjo?

Kamal – Sim! E a glória do Senhor cercou-nos de resplendor. De inicio ficamos temerosos, mas ele nos disse que trazia novas de grande alegria para o povo.

Augusto, irritado – Cale-se, Kamal! Você está louco.

Kamal, dirigindo-se com autoridade para o pai – Não, meu pai, eu não estou louco e nem posso calar-me. (pausa) Pois bem, o anjo contou-nos que na cidade de Davi acabara de nascer o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Jasmim – Eu sabia! O Senhor havia colocado isto em meu coração.
(aparece em outro plano a cena da manjedoura)

Kamal – O anjo ainda nos disse que como sinal acharíamos o menino envolto em faixas e deitado numa manjedoura. Depois, creiam, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais louvando a Deus e dizendo:

Voz dos anjos: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra aos homens, a quem Ele quer bem”.

Kamal – Então fomos até Belém e tivemos a graça de ver o que o anjo nos anunciara.

Juliana – Mas que grande benção, meu filho! Sabe, enquanto você fala tenho a impressão de ver tudo o que aconteceu. E tenho em meu coração que o Messias é nascido daquela mulher que esteve com o marido a procurar hospedagem em nossa porta.

Jasmim – Também penso o mesmo, minha mãe. (abraça o irmão) Oh! Kamal, como estou feliz! (olha para o pai) Meu pai, o que se passa em seu coração?

Augusto – Estou imensamente amargurado. Eu não sou digno de ter ouvido tudo isso.

Kamal – Como não é digno, meu pai? Todos temos o direito à salvação através da vinda do Filho de Deus.

Augusto – Todos não, eu nada mereço. Sempre fui um patife da pior espécie!

Juliana, aproximando-se do marido – Pois é o momento agora de arrepender-se, Augusto. Belém abriga hoje o Filho de Deus, que veio salvar-nos de nossos pecados.

Augusto, arrependido – Como pude ser tão hipócrita, meu Deus! negando hospedagem a um pobre casal deixei de ter aqui nesta casa o teu Filho, Jesus?... ajoelha-se, chorando – Perdoa-me, Pai eterno, perdoa-me!

Kamal, tomando as mãos do pai e ajudando-o a levantar – Levante-se, meu pai. Tenho certeza de que as portas do céu foram abertas agora para o senhor.

Augusto – A partir de hoje, a nossa hospedaria estará aberta a todos. O meu coração, como a hospedaria, estará aberto para a humanidade. Os pobres, os angustiados, os fracos, os filhos de Deus espalhados por toda a terra!
Apagam-se as luzes.

Fonte: Jograis e Representações Evangélicas Vol. 1 (Maria José Resende),  Editora CPAD